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Caixa vai financiar somente 50% do valor de imóveis usados

ATUALIZAÇÃO 2: A Caixa, em setembro de 2017, voltou a limitar a 50% do valor da avaliação do imóvel o montante a ser financiado, restringindo novamente o crédito imobiliário para imóveis usados.

ATUALIZAÇÃO: A situação descrita nesta postagem já foi revertida e a Caixa voltou a financiar entre 70% e 90% do valor dos imóveis novos e usados, dependendo da linha de crédito utilizada e critérios de avaliação de crédito.

A Caixa Econômica Federal aumentou de 20% para 50% o porcentual de entrada exigida no financiamento de imóveis usados em sua principal linha de crédito, alimentada com recursos da poupança.

Imóveis populares, tanto do programa Minha Casa Minha Vida quanto de outras linhas de crédito para famílias de baixa renda, não foram atingidos pelas mudanças.

Também não houve mudança nas linhas Pró-Cotista e Carta de Crédito do FGTS.

A medida na prática fecha a torneira da principal fonte de crédito imobiliário para a maioria dos compradores de classe média. As linhas com recursos da poupança responderam por 62% do crédito imobiliário da Caixa em 2014, contra 38% das linhas com recursos do FGTS e de outras fontes.

Para imóveis usados, a Caixa reduziu o porcentual financiável com recursos da poupança
de 80% para 50% no caso de imóveis enquadrados no Sistema Financeiro da Habitação, aqueles de até R$ 650 mil em Florianópolis e região. Para imóveis acima de R$ 650 mil, a redução foi de 80% para 40%.

Funcionários públicos, que não têm acesso às linhas do FTGS, poderão financiar até 60% de imóveis usados enquadrados no SFH e até 50% de imóveis mais caros.

Os imóveis novos, de qualquer valor, podem ser financiados em até 80% do valor da avaliação ou do valor de venda, o que for menor. Mas a Caixa também passou a considerar como imóvel usado todo imóvel que tenha seu habite-se emitido há mais de 120 dias. Com isso, boa parte do estoque de imóveis “prontos para morar” das construtoras passa também a exigir uma entrada de 50% para financiamento com recursos da poupança.

Para se ter uma ideia do impacto dessa medida, um apartamento oferecido no mercado por R$ 500 mil, que podia ser financiado com entrada de R$ 100 mil, agora exige uma entrada de R$ 250 mil.

Olhando por outro ângulo, um casal de classe média com renda bruta de R$ 20 mil e uma poupança de R$ 100 mil, que podia financiar R$ 400 mil e comprar um apartamento de R$ 500 mil, agora só pode comprar um imóvel de R$ 200 mil com a mesma entrada de R$ 100 mil.

Com as mudanças, muitas famílias de classe média que pensavam em comprar um imóvel usado vão passar a dar mais atenção às possibilidades do mercado de imóvel novo ou em construção. Comprando na planta, o casal tem prazo para formar sua poupança enquanto dura a obra, e leva para financiamento na Caixa o saldo que restar após sua conclusão.

 

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